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É um livro de introdução aos princípios de base do budismo. Fala de vários temas importantes tais como karma e renascimento e estabelece os valores humanos que o budismo defende, numa abordagem que desmistifica e esclarece quem anda à procura de saber o que o Budismo é.

"Chegámos a um momento da história em que, mais do que nunca, os métodos da busca de felicidade utilizados no mundo ocidental se revelam contraproducentes. Face aos perigos que cada vez mais ameaçam as nossas sociedades temos de reflectir profundamente. Poder-se-á acusar os sistemas políticos, as desigualdades sociais ou o desenvolvimento da ciência, ou deveremos ir mais longe ainda e compreender que os verdadeiros responsáveis somos nós todos pela nossa falta de ética, ganância, e cegueira face à interdependência dos seres e dos fenómenos?
Conscientes desta situação, cada vez mais pessoas procuram no Budismo algo que dê sentido à sua existência. Pela sua flexibilidade e não-dogmatismo o Budismo possui características muito atraentes. No entanto, em virtude da distância cultural, nem sempre é fácil compreender as suas noções fundamentais"
A Arte da Vida, Valores humanos no pensamento budista, Tsering Paldron, Pergaminho
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É um livro sobre como aprender a gerir e lidar com o sofrimento que tem ajudado algumas pessoas em momentos de crise. São às vezes aquelas palavras que precisamos de ouvir quando andamos à procura de alguma coisa que faça sentido, de uma luz no fundo do túnel. Eis um excerto da introdução:

"Desde o seu primeiro ensinamento, Buda tentou fazer-nos ver a realidade. A natureza do mundo é sofrimento, por isso é inútil esperar que a felicidade possa dele provir. Não são os objectos − todos obtidos à custa de sofrimento − que nos podem dar felicidade. Não são os fenómenos − todos efémeros e passageiros − que nos podem dar serenidade. Se queremos a felicidade, temos de apostar no próprio espírito que é onde nasce todo o sofrimento e toda a felicidade. Foi essa a via que Buda ensinou.

A perspectiva da nossa sociedade sobre o sofrimento situa-se nos antípodas desta. Ao apostar sobretudo nos bens materiais como fontes de bem-estar e objectivos de vida, ela aponta para uma definição muito pobre de felicidade, limitando-a ao usufruto de condições de vida agradáveis. Como o sofrimento é um obstáculo directo a esse usufruto, gera-se a noção de que, perante o sofrimento, a vida deixa de ter sentido e não vale a pena ser vivida.

Como crianças que o medo do Papão paralisa, também nós nos encolhemos diante do espectro da dor. Nossa ancestral inimiga, onde quer que chegue, extingue risos e abre as portas de um quarto escuro onde nos fechamos a nós próprios. O seu nome faz-nos estremecer e qualquer ameaça do seu aparecimento provoca uma fuga imediata. O nosso receio é tal que a tornámos num dos grandes tabus do mundo moderno.

Na nossa pressa de lhe escapar − mergulhando na aspirina ou no antidepressivo − nunca lhe vemos a face, a não ser quando nem estes paliativos são capazes de a conter. Talvez por isso, não é raro que os momentos de maior sofrimento sejam também os mais ricos em tomadas de consciência. Esta constatação poderá indicar que, contrariamente ao que pensamos, o sofrimento é susceptível de ter um efeito muito salutar e um papel muito importante na nossa vida.

Assim, enquanto não mudarmos de perspectiva em relação ao sofrimento, a nossa vida será um inferno, pois teremos de conviver diariamente com um inimigo mortal cuja simples menção nos deixa indispostos. Se não podemos evitar essa convivência e se esse inimigo não pode ser destruído, que outra solução nos resta senão aprender a viver com ele, na esperança de que um dia − quem sabe − se torne um amigo?

Para o Budismo, a necessidade da via espiritual surge da compreensão que Dilgo Khyentse Rinpoche exprime nestas palavras, magníficas pela clareza e veracidade: "Todos os seres que, aos milhões, povoam a imensidão do universo e mesmo o mais minúsculo insecto querem ser felizes e não sofrer. Todavia, apesar da sua luta incessante para o conseguirem, nenhum deles compreende que a felicidade resulta dos actos positivos e o sofrimento dos actos negativos. É assim que, virando as costas à felicidade, se precipitam cegamente na dor."

A alquimia da Dor, conselhos budistas para transformar o sofrimento, Tsering Paldron, Pergaminho

 

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A Dignidade e o Sentido da Vida é um livro sobre os cuidados no final de vida. Este texto resulta do encontro entre a Drª Isabel Neto, médica especializada em cuidados paliativos, Helena-Hermine Aitken, formadora no campo do acompanhamento a terminais, e eu. O livro surgiu no âmbito da associação AMARA, da qual sou a actual presidente. Eis um excerto da introdução:

O sofrimento e a morte são talvez os últimos grandes tabus da nossa sociedade vocacionada para o bem-estar e o prazer. E, como sempre, tudo o que é objecto de tabu é mal vivido. Nunca uma sociedade esteve tão mal preparada para lidar com o sofrimento e com a morte, duas das grandes e inevitáveis realidades da vida.Foi talvez uma predisposição pessoal aliada à minha formação budista que me levou a interessar-me pela questão. A experiência de acompanhar alguns amigos nos seus últimos momentos de vida confortou-me na certeza de que é possível partir com serenidade, rodeado de sentimentos positivos e em boas condições. Mas a realidade da maioria das pessoas nem sempre é essa.O pensamento da partida é-nos tão desconfortável que fazemos tudo para evitá-lo. Quando nos confrontamos com a morte de entes queridos negamo-la até ao fim e deixamos que eles partam sem termos podido partilhar a sua dor, a sua revolta e, por fim, a sua aceitação e a sua libertação. Ao pretendermos poupar-lhes sofrimento, mantemos à sua roda uma conspiração de silêncio que os isola e amordaça. E quando, por fim, se afastam do cais vemo-los partir sem termos pronunciado as palavras que talvez quisessem ouvir, aquelas que teriam aliviado a dor e confortado o coração. Ficam-nos as saudades, agravadas pela frustração de não termos sabido o que fazer e a dúvida quanto à justeza das nossas opções.Esta inútil conspiração priva-nos de uma parte importante da nossa vida. A nossa sociedade tem de aprender que esses momentos, embora dolorosos, são importantes e preciosos. O balanço que fazemos, as lições que colhemos e o modo como concluímos todos processos e relações que começámos são valiosos e essenciais e, de certa forma, fazem parte do nosso contributo como seres humanos. Privarmo-nos deles priva-nos da oportunidade de descobrirmos que é possível transformar e transcender o sofrimento até um ponto que nos parece impossível hoje.(...) Nos últimos anos as pessoas que têm lidado com doentes terminais têm constatado que os principais motivos dos pedidos de eutanásia se prendem com o sofrimento físico e com a perda da dignidade e do sentido da vida. É essa a razão de ser de toda uma abordagem que inúmeros médicos, profissionais de saúde e voluntários têm desenvolvido nos últimos anos no âmbito dos cuidados paliativos e é também o fio condutor deste pequeno livro escrito a três vozes. Ele pretende transmitir a certeza de que é possível ajudarmo-nos uns aos outros a manter – e, quem sabe sob alguns aspectos, a melhorar – a qualidade de vida, a dignidade e o sentido da nossa existência até ao fim.
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liv_Tachi

As aventuras de tachi, o grilo tibetano é um livro para crianças com três aventuras de um simpático grilinho tibetano e dos seus dois amigos.

Um grilo vindo do Tibete, uma menina que vive na cidade e um gato pachorrento são as três personagens com que começam estas divertidas aventuras em que se fica a saber quem é o Buda e como as nossas acções são importantes. Através de uma viagem a três ilhas encantadas, os nossos amigos descobrem ainda o poder dos desejos e das intenções.

Com prefácio de Ringu Tulku Rinpoche, o livro é acompanhado por três CDs com a história contada a várias vozes.

Estas são algumas das ilustrações da autoria de Cécile Eyen:

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